quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Formigas cortadeiras em plena atividade

A área escolhida para reforma - submetida à primeira gradagem em setembro, para eliminação de invasoras e  do mombaça remanescente - foi vistoriada por Wagner Pires em outubro e apresentou um problema grave: infestação por formigas. O consultor chegou à conclusão de que seria antieconômico aplicar formicida na área e decidiu apostar no uso de sementes já tratadas com inseticidas.


As formigas são problema sério no plantio de gramíneas, não apenas porque cortam as plantas recém-germinadas, causando falhas no pasto, mas também porque carregam até 30% das sementes distribuídas, o que representa prejuízo considerável.



Wagner também verificou rebrotas de gramão, em vários pontos, o que já era esperado. Essas rebrotas serão combatidas com herbicida dissecante nos próximos meses. Estão sendo construídos "travesseiros", espécie de pontes ou diques de terra batida, entre os terraços, assim, caso uma dessas barreiras se rompa, as demais serão preservadas. Os "travesseiros" também são usados como trieiro pelo gado, diminuindo pontos de erosão.

No próximo mês, a área será novamente gradeada, adubada e plantada. A coleta das amostras de solo foi feita com base em critérios técnicos descritos no texto de Wagner Pires publicado na seção Material Técnico.



quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Ciganinha tem história



Onze anos após escrever a primeira matéria na DBO sobre a ciganinha (Memora peregrina), eis que me deparo com ela novamente, dentro do Projeto Vitrine Tecnológica. Em 2000, me espantei com o poder de disseminação dessa invasora, à época verdadeiro pesadelo para os pecuaristas, pois não havia um método eficiente para combatê-la. O pesquisador Saladino Gonçalves Nunes, da Embrapa Gado de Corte, lutava heroicamente em busca de uma solução e chegou a me dizer, naquela ocasião, que não se aposentaria sem antes vencer a praga (leia reportagem original no Material Técnico deste blog). 


A famigerada ciganinha em fase ainda juvenil

Nas próximas etapas do Vitrine, veremos como se faz, atualmente, para liquidar a ciganinha, que está bastante disseminada na área de recuperação 2. Além de sementes aladas, muito leves, que podem ser transportadas a grandes distâncias pelo vento, a ciganinha tem uma característica curiosa: possui caules subterrâneos, cujas gemas latentes respondem a lesões emitindo novas plantas. Ou seja, métodos mecânicos de controle, como a roçagem e a gradagem, resultam em maior proliferação. 


Contribui para a agressividade dessa invasora, o fato de ela produzir sementes o ano inteiro. A área infestada parece um jardim pintado de amarelo, no período de floração. Você tem essa praga na fazenda? Acompanhe o Vitrine e nos mande suas impressões.

Maristela Franco – Editora do Vitrine

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Teimosia difícil de combater

O gramão (Paspalum notatum), planta de folhas estreitas que constituiu verdadeira praga no Mato Grosso do Sul, está dando trabalho ao consultor Wagner Pires. Ela ocupa espaços vagos deixados pela forrageira cultivada e vai tomando conta do pasto, mas não serve como fonte forrageira, pois tem baixa produção de massa verde. Por ser um animal seletivo, o bovino primeiro come o capim de melhor qualidade (no caso, a Brachiaria brizantha, cultivar Marandu), deixando o gramão para depois, o que favorece sua disseminação. Ele avança devagar, mas firme, em reboleiras, que, no caso da área escolhida para recuperação dentro do Projeto Vitrine Tecnológica, têm sido difíceis de eliminar.




Nessas manchas, foram aplicados 3 l/ha de Glizmax, herbicida dessecante a base de glifosato, mas não se conseguiu eliminar totalmente a invosora. O danado do gramão é mesmo difícil de matar. Com as chuvas que estão caindo neste mês, será feita nova tentativa. 

Terraços sendo remontados na área de recuperação 1



Reboleira de gramão morta pela aplicação de glifosato.
Você também tem problemas com essa invasora? Conte-nos sua experiência no espaço disponível neste blog. Também nos envie suas dúvidas. Elas serão prontamente respondidas pelo consultor Wagner Pires.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Três quartos de século

No último dia 31 de outubro, o "jovem" pecuarista Gui Macedo comemorou 75 anos, junto com familiares e amigos. Apesar de ter completado três quartos de séculos, como ele mesmo faz questão de ressaltar, o adjetivo jovem lhe cai muito bem, pois trata-se uma pessoa aberta a mudança e com grande disposição para aprender. Um espírito, portanto, que nunca envelhece. Parabéns Seu Gui. Que essa data se repita por muitos anos ainda, com saúde e alegria.


Seu Gui e família

Equipe Vitrine Tecnológica


terça-feira, 25 de outubro de 2011

DE CONSULTOR A PROFESSOR

Wagner Pires acredita que a introdução de qualquer tecnologia em uma propriedade demanda participação ativa, tanto dos  proprietários quanto dos funcionários. Na noite do dia 8, ele reuniu a equipe de vaqueiros da Fazenda Sucuri para informar como funcionará o Vitrine e pedir a colaboração de todos. Wagner aproveitou para dar uma breve aula sobre o comportamento fisiológico do capim e como se dá o processo de degradação das pastagens. Silêncio absoluto
na sala.


Todos muito atentos ao discurso do consultor do
Vitrine Tecnológica DBO
Proprietários da fazenda sendo
orientados por Wagner

terça-feira, 27 de setembro de 2011

EXPEDIÇÃO DE RECONHECIMENTO

Para fazer o diagnóstico da Fazenda Sucuri e escolher as áreas piloto do Vitrine Tecnológica, o consultor Wagner Pires percorreu todos os pastos da propriedade, de carro ou a cavalo. Um trabalho minucioso que demandou dois dias. Acompanhei pessoalmente parte dessa expedição, em um pequeno jipe John Deere, que transita facilmente pelas pastagens, permitindo fácil visualização das áreas e garantindo convivência pacífica com o gado.

Na falta de um safari pela África, uma expedição no coração do Mato Grosso do Sul, com direito a almoço farto no final. Experiência deliciosa. Seu Gui Olintho Macedo, aos 74 anos, demostra uma disposição invejável. Dirige seu jipe com desenvoltura e conhece cada rincão da fazenda. Está animadíssimo com nosso projeto e decidiu, inclusive, testar outras tecnologias, complementares à reforma e recuperação de pastagens, como o pastejo rotacionado.


Seu Gui ao volante, com o consultor Wagner Pires (de boné) e o filho Gustavo.

Ainda desconfia desse sistema, mas decidiu experimentar. Um módulo de rotacionado será montado em uma área de pastagem de melhor qualidade, próxima à sede, com ajuda de cercas elétricas. Sua expectativa é dobrar a capacidade de suporte da propriedade, de forma a alojar todo o gado que ele e o filho mantêm em áreas arrendadas (3.699 bovinos), a um custo de R$ 14/cab, totalizando despesa de R$ 34.358,10 por mês ou R$ 412.297,20 por ano, dinheiro que poderia estar sendo investido na compra de mais gado ou em infraestrutura.

Clique aqui e leia mais na edição digital da Revista DBO.

Maristela Franco
Editora do Vitrine Tecnológica DBO