Onze anos após escrever a primeira matéria na DBO sobre a ciganinha (Memora peregrina), eis que me deparo com ela novamente, dentro do Projeto Vitrine Tecnológica. Em 2000, me espantei com o poder de disseminação dessa invasora, à época verdadeiro pesadelo para os pecuaristas, pois não havia um método eficiente para combatê-la. O pesquisador Saladino Gonçalves Nunes, da Embrapa Gado de Corte, lutava heroicamente em busca de uma solução e chegou a me dizer, naquela ocasião, que não se aposentaria sem antes vencer a praga (leia reportagem original no Material Técnico deste blog).
![]() |
| A famigerada ciganinha em fase ainda juvenil |
Nas próximas etapas do Vitrine, veremos como se faz, atualmente, para liquidar a ciganinha, que está bastante disseminada na área de recuperação 2. Além de sementes aladas, muito leves, que podem ser transportadas a grandes distâncias pelo vento, a ciganinha tem uma característica curiosa: possui caules subterrâneos, cujas gemas latentes respondem a lesões emitindo novas plantas. Ou seja, métodos mecânicos de controle, como a roçagem e a gradagem, resultam em maior proliferação.
Contribui para a agressividade dessa invasora, o fato de ela produzir sementes o ano inteiro. A área infestada parece um jardim pintado de amarelo, no período de floração. Você tem essa praga na fazenda? Acompanhe o Vitrine e nos mande suas impressões.
Maristela Franco – Editora do Vitrine

Não Achei continuação dessa matéria.
ResponderExcluirDiminui drasticamente (praticamente já consegui acabar com ela) utilizando Picloran em suas raízes, porém, é um método caro, já que tem que cavar até as raízes, o que dificulta a operação, aumenta a possibilidade de erros e impossibilita em tempos de seca (veranicos) pelo dureza do solo. Utilizei um outro diretamente no caule, mas não posso afirmar quanto a eficiência do método.