Conte a sua Experiência

Este espaço foi criado para que você compartilhe conosco tanto casos de sucesso quanto dificuldades que enfrenta na fazenda, devido à degradação de pastagens. Sua experiência é extremamente importante para nós e será divulgada, com sua autorização, para que ajude outros produtores. Participe deixando o seu comentário abaixo deste post.


Contribuição encaminhada pelo zootecnista Lúcio Machado.

"Tenho muito interesse no desenvolvimento de técnicas eficazes e econômicas para a recuperaçao de pastagens sem o uso integrado com lavouras de grãos, pois, em alguns casos, estas não são possíveis e/ou são onerosas ao ponto de inviabilizar o processo. Por isso, quero parabenizar a DBO pela iniciativa.


Um importante problema que leva à degradaçao, além dos citados na reportagem (DBO, n 371), é a compactação superficial dos solos, de causas diversas, entre elas a promovida pelos animais em pastejo. Diante disso, estou iniciando um processo de recuperação de pastagens em fazendas de Minas Gerais, Goiás e Tocantins, onde, em uma única operação agrícola, estarei promovendo a correção do solo com fertilizantes (fontes de Ca e P), distribuídos em linha a uma altura de 30 cm, aerosolando a área de forma a romper a camada superficial compactada e impermeável, ressemeando, quando necessário, com sementes de gramíneas e, em todos os casos, com sementes de leguminosas adaptadas, além de fixar estas sementes com rolos niveladores.

Esta é a minha aposta neste momento: incorporar e não lançar nutrientes ao solo, romper a crosta superficial impermeável e ressemear quando necessário, agregando leguminosas às gramíneas como forma de enriquecer e aumentar a longevidade das pastagens. Tudo isso sem o revolvimento do solo. Estarei acompanhando a evolução da Vitrine Tecnológica DBO e apenas quero colocar que, sem o rompimento da crosta superficial impermeável sem danos à gramínea pré-existente, estaremos desperdiçando nutrientes e principalmente água".


José Guilherme Rosa Bustamante - Sinop, MT

"Sou pecuarista e estou passando por uma situação parecida com a do Sr Gui. Tenho um pasto de 58 ha que já foi lavoura há 11 anos e está muito baixo, quase não tem mais o capim brizantha marandu. Outro pasto de 90 ha, que nunca foi lavoura, está totalmente tomado por invasoras e vê-se poucos pés de brizantha marandu debaixo das lobeiras. Estou trabalhando para reformá-las com lavoura de arroz, só que as perspectivas de preço futuro desse cereal são muito ruins. Gostaria de saber se vocês têm uma previsão de custos para reforma dos pastos do Sr Gui e se poderiam me passar, pois talvez eu faça a reforma direta sem usar lavoura. Gostaria de acompanhar com vocês este trabalho e, caso se interessem, trocar informações sobre minha situação".
 

10 comentários:

  1. Prezado Lúcio,

    Realmente essa é uma forma bastante interessante de se descompactar o solo. A aerosolo é um implemento muito bom. O fato de você introduzir leguminosas na área também irá melhorar, em muito, a qualidade da forragem. Porém, atente para a necessidade de controlar invasoras na área, caso exista uma infestação muito alta. Recomendo que você, primeiro, faça o controle total das daninhas para depois semear leguminosas, pois, do contrário, poderá ter de eliminá-las lá na frente, com o uso de herbicida.

    Wagner Pires - Consultor do Vitrine Tecnológica

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  2. Prezado Sr. José Guilherme

    Pelo que vejo, seu pasto já está na categoria VERMELHA, e um fator que indica necessidade de reforma é a ausência de gramínea na área. Quanto ao valor por hectare da reforma do Sr. Gui Macedo, estamos estimando algo em torno de R$ 1.200,00, já com tudo incluído, mas esse número você terá com precisão no decorrer do VITRINE TECNOLÓGICA.

    Obrigado pela sua participação e boa sorte.

    Wagner Pires - Consultor do Vitrine Tecnológica.

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  3. Sou Engenheiro Agrônomo e trabalho com formação de pastagens a 34 anos, quando comecei a propor para alguns agricultores a pecuária como fonte alternativa de renda em Diamantino, MT.
    Em 1997 conheci as pastagens degradadas do Chapadão do Sul, MS e propus os trabalhos de reforma de pastagens.
    Afirmo que o setor sofre com dois problemas que se não forem equacionados de forma racional, a chance de dar errado é muito importante.
    Primeiro - pecuária a pasto nunca foi fonte de renda para os técnicos. A cosequência disto é que a gente só encontra profissionais vinculados com confinamento e com quase nenhum conhecimento de manejo do gado no capim.
    Segundo - feito a reforma do pasto, o manejo destes capins precisam ser explorados profissionalmente para que o investimento possa dar retorno financeiro para a propriedade.
    Neste sentido, tudo o que observamos são inciativas que têm morrido na primeira fase, principalmente em se tratando de Mato Grosso do Sul que possue solo, clima e cultura dos criadores muito particular.
    Dou um conselho pessoal para os pecuaristas interessados em investir em tecnologia para recuperação de pastagens: não vivemos sem médico, advogado, dentista, etc, portanto, comece a estabelecer um bom relacionamento com um Engenheiro Agrônomo experiente com trabalhos de campo com capim ou, muito em breve, você sairá da atividade. Produzir pasto na chuva não tem segredo, mas, bom mesmo, é produzir pasto na seca. A tecnologia hoje permite isto. Abram os olhos.

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  4. Dr Lúcio Machado, a tentativa de melhorar a capacidade de suporte e longevidade das pastagens com meias tecnologias em consórcio com leguminosas aqui em Chapadão do Sul, MS não funcionou. Temos uma fazenda aqui da região que tentou em conjunto com um órgão de pesquisa, durante vários anos, fazer vários trabalhos e já se transformaram em Usina de energia e álcool.

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  5. Dr. Wagner,
    Grato pelo retorno.
    Realmente temos que nos atentar para as invasoras, ainda mais no caso de ressemeio de leguminosas.
    Este cuidado foi tomado.

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  6. Sr. Francisco Cesar,
    Obrigado pelo comentário.
    Nossa tentativa atual de garantir boa produçao e vida longa às pastagens, além de um bom manejo, se dá através do tripé: elevaçao de bases (Ca e P), descompactaçao superficial (elevaçao da permeabilidade do solo) e introduçao de leguminosas adaptadas.
    O grande problema, a meu ver, é pagar esta conta (serviço + insumos) com o incremento "esperado" da produçao forrageira.
    Vamos aguardar. Abs,

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  7. Dr. Lúcio, por incrível que pareça, é extremamente simples obter rendimentos financeiros com cria e engorda a pasto, uma das atividades mais baratas da pecuária bovina.
    Basta tratar as gramíneas como lavoura. Os agricultores passaram por isto e estão caminhando muito bem. Sei que os investimentos iniciais são altos, mas a juros de 7,65% aa, segundo o FCO, BNDES, etc vale a pena investir.
    Mas, para mim,o mais grave de todo o processo, é a valorização absurda da terra. Este sim , é muito complicado para administrar. Supervalorizar a terra é muito bom para os especuladores ganharem dinheiro. Para os produtores é um desastre. Como somos a única classe que atua por instinto, pouquíssimos são aqueles que atentam para isso.

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  8. Sr. Francisco Cezar,

    É neste sentido que estou tratando esta questao, como agricultor, quando penso em repor ao solo nutrientes retirados e utilizo crédito governamental para custear a operaçao (Programa ABC do BNDES).
    Porém como disse, para fechar as contas será necessário um suporte forrageiro adicional de algo em torno de 20-30% para custear o orçamento em ciclo de 3-3 anos na mesma área.
    É essa a discussao que coloco.

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  9. Gostaria de fazer uma pergunta a voces sobre o Aerosolo, se este equipamento realmente da resultado conforme sua revenda nos mostra.
    Grato pela ajuda.

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  10. Etiene
    Realmente ele funciona, hoje temos duas marcas disponiveis no mercado, o Aerosolo e o Aeromix da Ikeda, os dois são muito bons, compare os preços.
    O unico inconveniente é quando você tem uma pastagem com muito toco, pois este tipo de implemento não anda bem numa situação desta.
    Wagner Pires

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